
Primeiro “CONSIDERANDO”
Começo esse texto dizendo que não temos como saber cientificamente qual o DNA de DEUS. Não há uma amostra de sangue ou qualquer outro tecido que nos demostre qual seria o DNA de Deus e por conseguinte qual é o DNA de Jesus, visto que pela fé entendemos que Maria, a mãe de Jesus, foi agraciada por Deus (Lucas 1 versos 30 a 35) e teve a graça, a honra de gerar o filho de Deus.
José, o pai terreno, teve um papel imprescindível na criação de Jesus. A Bíblia não relata, mas cremos que houve uma atuação fantástica de José para que Jesus pudesse cumprir o seu papel, como no caso em que Jesus esteve, aos 12 anos, junto com doutores da Lei no templo. Houve preocupação com o menino, que justificou seu ato com a informação que deveria estar na casa do PAI.
Segundo “CONSIDERANDO”

Há uma imagem, feita em Fevereiro de 1990, chamada de “pálido ponto azul”. Nela observamos a Terra, envolta num raio solar, como um pálido ponto azul, pequeno, na imensidão do universo observável…
Há uma sabedoria única na jornada de um pai. Ela não se mede em grandes discursos, mas na constância silenciosa dos dias: no aperto de mão seguro ao atravessar a rua, na paciência ao ensinar os primeiros passos e na presença firme que transforma a incerteza do mundo em um lugar seguro.
Ser pai é ser o primeiro espelho onde um filho enxerga o próprio valor. É carregar nos ombros a responsabilidade de proteger, mas também a delicadeza de saber quando soltar as mãos para que o outro aprenda a voar. É ser porto seguro e bússola ao mesmo tempo.
Entre a vastidão silenciosa do cosmos e a intimidade da nossa existência, há um nó invisível que entrelaça o universo, a biologia e a missão de ser pai.
Se olharmos para o céu através da perspectiva do Pálido Ponto Azul, lembramos da nossa pequenez: a Terra é apenas um grão de poeira suspenso num raio de sol. Mas essa mesma ciência que revela a nossa dimensão física no espaço também nos conta a história mais poética da matéria. Cada átomo de carbono que compõe a nossa estrutura, o ferro em nosso sangue e o cálcio nos nossos ossos foram forjados no coração de antigas estrelas que explodiram há bilhões de anos. Somos, literalmente, poeira estelar que ganhou consciência, vida e capacidade de amar.
Dentro dessa imensidão, a vida se organiza no milagre do código genético. O DNA é o livro no qual a história do cosmos se torna biologia — a escrita invisível que tece nervos, ossos e o fôlego da vida no ventre materno, como sussurram os antigos versos dos Salmos. No entanto, quando pensamos na essência da humanidade, a herança biológica é apenas o ponto de partida. O mistério que cerca a própria história do “DNA de Jesus” nos lembra que a marca mais profunda que um ser pode deixar no mundo não está presa a uma linhagem genética ou a um registro de sangue, mas sim ao alcance universal do amor, do cuidado e do propósito.
É nesse ponto que a figura do pai ganha o seu significado mais sagrado e eterno. Em um universo tão vasto, ser pai é a decisão voluntária de ser o centro do mundo para alguém. Paternidade é a arte de pegar essa “poeira de estrelas”, soprar sobre ela o fôlego do ensino e moldar um caráter para o futuro. Como José fez com Jesus, a verdadeira paternidade muitas vezes prescinde da biologia para se afirmar na presença, no trabalho silencioso, na proteção e no abraço que transforma a imensidão assustadora do espaço num lugar seguro.
Ser pai é entender que, neste pequeno ponto azul, nosso maior legado não são as coisas que acumulamos, mas a bússola que deixamos nos corações dos nossos filhos. É saber que a cada gesto de afeto, a cada valor ensinado e a cada mão estendida, estamos honrando a própria vida e garantindo que o amor — o mais forte dos elos do universo — continue a brilhar de geração em geração.
Feliz dia dos Pais!
Biomédico, acadêmico de Engenharia Elétrica e especialista em Hematologia e Biotecnologia. Atua no ensino superior e suporte laboratorial na Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera.

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